DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO EGÍPCIO e MANIFESTANTES DEIXAM AS RUAS
JORNAIS NACIONAIS
ESTADÃO:
Milhares de manifestantes deixaram a Praça Tahrir, no centro do Cairo, após a junta militar que assumiu o poder no Egito na sexta-feira anunciar a dissolução do Parlamento e a suspensão da Constituição, no domingo.
Em um comunicado transmitido pela TV, o Comando Militar que assumiu o poder no país anunciou que ficará no poder por seis meses ou até a realização de eleições.
FOLHA:
Horas após o Conselho Supremo das Forças Armadas ter anunciado medidas concretas atendendo às demandas dos manifestantes no Egito, como a dissolução do Parlamento, a suspensão da Constituição, o Departamento de Estado dos EUA disse ter recebido do chanceler egípcio garantias de que os militares estão comprometidos com a transição de poder a um governo civil.
De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip J. Crowley, o chefe de Relações Exteriores egípcio teria enviado mensagens à chefe da diplomacia dos EUA, Hillary Clinton, que na tarde deste domingo telefonou para vários colegas em diversos países do mundo.
O GLOBO:
CAIRO - Dois dias após a queda do ex-ditador Hosni Mubarak , o Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, que assumiu o poder, anunciou neste domingo que suspenderá a Constituição, dissolverá o Parlamento e formará uma comissão para redigir uma nova Carta Magna para o país. Os militares também informaram que governarão o país por seis meses ou até a realização de eleições.
"O Conselho Supremo das Forças Armadas vai gerir os assuntos do país por um período temporário de seis meses ou até o fim das eleições para o Senado e a Câmara e as eleições presidenciais", diz o comunicado, anunciando ainda o "estabelecimento de um comitê para alterar algumas cláusulas da Constituição e definir as regras para um referendo popular sobre isso."
AGÊNCIAS DE NOTÍCIA
REUTERS:
CAIRO, 13 de fevereiro - (Reuters) - O governo militar do Egito disse no domingo que dissolveu o Parlamento, suspendeu a Constituição e que pretende governar por apenas seis meses ou até que as eleições aconteçam.
Numa declaração, o Conselho Supremo Militar, que assumiu depois que 18 dias de protestos puseram fim aos 30 anos de governo de Hosni Mubarak, prometeu fazer um referendo sobre emendas constitucionais.
BBC:
Em um comunicado feito na TV estatal egípcia, a junta militar disse que ficará no poder por seis meses, ou até a realização de eleições.
No pronunciamento, o Comando Militar declarou ainda que irá formar um comitê para elaborar uma nova Constituição, que será depois submetida a um referendo popular.
Um correspondente da BBC no Cairo afirmou que, segundo este pronunciamento, as eleições presidenciais egípcias poderiam ocorrer em julho ou agosto, em vez de setembro, como havia sido previamente marcado.
O gabinete de governo do Egito fez neste domingo a sua primeira reunião desde que o presidente Hosni Mubarak deixou o poder, na última sexta-feira.
Os integrantes do gabinete são os mesmos apontados por Mubarak dias antes de renunciar. Eles foram mantidos pelo Comando Militar, que assumiu o poder no país, para que realizem os trabalhos de transição política.
AFP (ASSOCIATED FRANCE PRESSE)
CAIRO (AFP) - O Conselho Superior das Forças Armadas dissolveu o Parlamento egípcio, eleito em dezembro, e suspendeu a Constituição, segundo um comunicado lido neste domingo na televisão estatal, que indica que o período de transição após a renúncia de Hosni Mubarak terá duração de seis meses.
No "comunicado número 5", o conselho, ao qual Mubarak cedeu o poder na sexta-feira, anuncia "a dissolução da Assembleia do Povo e da Shoura", as duas Câmaras do Parlamento, amplamente dominado pelos membros do Partido Nacional Democrata (PND).
JORNAIS ESTRANGEIROS
THE GUARDIAN (INGLATERRA):
O Exército egípcio rejeitou as demandas dos protestantes pro-democracia por uma transferência de poder para uma administração civil, dizendo que pretendem governar por lei marcial até as eleições.
O pronunciamento do exército, que incluiu a suspensão da constituição, foi uma revés adicional para alguns ativistas pró-democracia, depois que as tropas foram enviadas para limpar os manifestantes do Cairo Tahrir Square, local que é o centro dos protestos que derrubaram Hosni Mubarak. "Nós não queremos manifestantes na praça, depois de hoje", disse o chefe da polícia militar, Moustafa Ali Mohamed Ibrahim. Muitos concordaram em deixar a praça, mas alguns radicais recusaram, dizendo que continuariam até que o exército tomasse uma série de passos em direção a reformas democráticas, incluindo a instalação de um governo civil e abolindo o estado de emergência.
LE MONDE (FRANÇA)
O exército egípcio iniciou oficialmente a era pós-Mubarak do Egipto, domingo, 13 de fevereiro, anunciando a suspensão da Constituição e a dissolução do Parlamento, dominado por membros do Partido Nacional Democrático (NDP).
O Conselho Supremo das Forças Armadas, no poder desde a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, disse em um comunicado que o período transitório durante o qual eles vão "comandar a gestão empresarial do país temporariamente" durará seis meses "ou até o fim das eleições legislativas para a Presidência da República."
EL PAÍS (ESPANHA) :
La plaza de la Liberación de El Cairo, corazón de la revuelta que el viernes acabó con los 30 años de régimen de Hosni Mubarak, debería quedar hoy despejada de manifestantes. El Ejército, ahora poder supremo en el país tras la renuncia de Mubarak y la toma del poder por el mariscal Tantaui como líder del Consejo Supremo de las Fuerzas Armadas, ha ordenado esta mañana a las escasas docenas de egipcios que aún seguían en la plaza que recojan sus cosas y desalojen.
Un grupo de soldados ha rodeado a los que aún seguían en la plaza Tahrir y les han conminado a primera hora de la mañana a recoger sus bártulos y despejar el lugar en una hora. "Tenemos una hora, estamos rodeados de policía militar. No sabemos qué hacer. Estamos discutiendo qué hacer", ha declarado uno de los últimos de la plaza a la agencia Reuters. Ha añadido que uno de los agentes les ha asegurado que, si no se marchan, serán arrestados. Policías militares con boinas rojas conminan a los rezagados a apurar sus últimos momentos en una plaza en la que se han llegado a juntar cientos de miles de voces y que tras dos semanas largas de gritos y protestas pacíficas -solo el viernes 1 de febrero fue escenario de violencia, por la irrupción de cientos de partidarios de Mubarak con la intención de reventar la protesta- consiguió el pasado viernes forzar la salida de un presidente que había ejercido el poder durante tres décadas.
THE NEW YORK TIMES (ESTADOS UNIDOS):
CAIRO — Neste domingo, o exército militar consolidou seu controle sobre o que foi chamada de transição democrática, de aproximadamente três décadas do comando autoritário de Hosni Mubarak, dissolvendo um parlamento débil, suspendendo a constituição e convocando eleições para daqui a seis meses, e dando uma grande resposta às demandas dos manifestantes.
A declaração do Conselho Supremo das Forças Armadas, lido na televisão, colocou o Egito sob a autoridade militar direta, empurrando o país para um território desconhecido desde o Egito republicano, fundado em 1952. Apesar de desfrutar de apoio popular, os militares têm agora de lidar com a difícil tarefa de negociar uma passagem pós-revolucionária ainda no calor da queda de Mubarak, com a obrigação de aliviar as dificuldades dos egípcios.
PARA CASA (22/02):
A partir das notícias acima, escreva um texto analisando a relação dos Estados Unidos e do Irã com os acontecimentos no Egito. O que cada um dos países espera do futuro político egípcio e como eles estão agindo para que isso aconteça? O trabalho será entregue ao professor e valerá nota.
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